quinta-feira, 12 de abril de 2007

Pânico na Bizz

Um tal Paulo Terron, da revista Bizz, resolveu dar uma de Emílio Surita na sua crítica de um show do Coldplay, na edição deste mês. Um amigo me chamou a atenção para o teor debochado da crítica, que tem umas partes realmente bem engraçadas. Pra você que não comprou a revista, aqui vai a transcrição da hilária crítica:

"UMA NOITE PARA BRILHAR
por : Paulo Terron

O Coldplay sabe fazer um bom show. A apresentação na primeira das três noites em São Paulo mostrou isso com maestria: O set list foi certeiro, chris Martin tem uma bela presença de palco, mas..... O problema é sempre esse "mas". O quarteto britânico se esforça demais para que qualquer ser humano com o mínimo de senso crítico se irrite com o circo montado para o show. em ordem de chatice, algumas das peripécias do grupo:
1- Colocar a platéia sentada ( ou pelo menos tentar fazer isso ), elevando o preço das entradas e deixando boa parte dos fãs de fora.

2- Não permitir que o show fosse transmitido pelos telões da casa.
3- Suspender a venda de bebidas 15 minutos antes da apresentação ( uma grande balela, já que os vendedores de cerveja circulavam pelo ambiente logo depois de "swallowed in the sea" gritando: "Pode beber que ainda tem o bis!).
4- Aceitar que a gravadora colocasse o deslocado Papas da Língua para abrir a noite. ( Mas como o horário divulgadopara o show era 22 horas e os gaúchos tocaram ãs 21, pelo menos ficou garantido que ninguém os veria ).
A questao número 1 foi resolvida logo no começo. "tomorrow Never Knows"dos Bealtes, começa a bombar no sistema de som. Todo mundo se levanta. Nada acontece, todos se sentam. Começa um rap, todos se levantam. Nada ainda. Nessa hora já parecia aquela aula de agachamento que a Monique Evans ensinou para os travestis na cobertura do Gala Gay. Até que começa "Square One" e todo mundo desiste de vez dos lugares marcados ( com zero de resistências por parte dos seguranças aliás ). O Coldplay está todo de preto e Martin entra por último, estilo Bono, já com manchas de suor nas axilas. Até o fim da noite ele resolveria o problema: de tanto jogar os braços proslados a camisa se rasga dod dois lados, liberando um arzinho para o sovaco.Em "Politik"as luzes do palco piscam em alta velocidade , em um convite a eplepisia. A banda que é tão preocupada com o bem-estar do mundo se esqueceu de avisar sobre isso na entrada. E, por falar nisso, não ensinam na escola que jogar laser nos olhos das pessoas pode causar cegueira? Não na escola do Coldplay: em "Speed of Sound"a platéia do mezanino é presenteada com vários disparos. No palco, Martin cantou tão fora do andamento que teve de olhar para o baterista Will Champion e se orientar. Parece ruim, mas dá pra disfarçar que é estilo. Se a voz não acompanhava os instrumentos, não dá pra dizer o mesmo do piano, impecável, todas as notas são perfeitas, até demais ( A BIZZ tentou perguntar a respeito de um possível playbacjk, mas durante a única entrevista coletiva da banda no Brasil, a EMI os salvou da desgraça pública e não permitiu. Boa EMI!) Um dos grandes momentos não musicais foi quando o cantor tentou falar português: "Orra, meu, que chuva! Puta chuva!", mandou , no mais perfeito sotaque paulistano. Musicalmente, o ponto alto foi quando a sinceridade venceu a grandiosidade: o Coldplay saiu do palco, mas a platéia não se deu por vencidae gritou por "Shiver". O resultado foi uma versão improvisada, voz e violão, com mais brilho do que qualquer laser."

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